Mundo Microsoft Azure: Tipos de Armazenamento – Replicação LRS e GRS

Sempre quando falamos de Microsoft Azure, temos que levar em conta que não importa qual o serviço que esteja utilizando, os dados ficarão alocados em uma conta de Armazenamento, ou seja, uma Storage Virtual. Isso mesmo, o Microsoft Azure possui uma infraestrutura de Storages incríveis capaz de armazenar muitos Terabytes de Dados, e pode ter certeza, coloque muitos Terabytes nisso.

O que é o Armazenamento do Azure?

A computação na nuvem habilita novos cenários para aplicativos, que exigem armazenamento escalonável, durável e altamente disponível para seus dados – que é exatamente o motivo pelo qual a Microsoft desenvolveu o Armazenamento do Azure. Além de permitir que os desenvolvedores criem aplicativos de grande escala para dar suporte a novos cenários, o Armazenamento do Azure também fornece a base do armazenamento das Máquinas Virtuais do Azure, uma prova adicional de sua robustez.

O Armazenamento do Azure é extremamente escalonável para que você possa armazenar e processar centenas de Terabytes de dados para oferecer suporte a cenários de big data, necessários para análise científica e financeira e aplicativos de mídia. Ou você pode armazenar pequenas quantidades de dados necessários para um site de pequena empresa. Quaisquer que sejam suas necessidades, você paga apenas pelos dados que está armazenando. O Armazenamento do Azure atualmente armazena dezenas de trilhões de objetos exclusivos de clientes e manipula milhões de solicitações por segundo em média.

O Armazenamento do Azure é elástico, portanto, você pode criar aplicativos para um grande público global e dimensionar esses aplicativos conforme necessário – tanto a quantidade de dados armazenados e o número de solicitações realizadas. Você paga apenas pelo que usa e apenas quando usa.

Mas como é que a Microsoft garante a disponibilidade desses dados de forma tão precisa? A resposta desta pergunta está na Replicação desses dados e este tipo de Replicação é a sua empresa quem escolhe para utilizar.

Hoje falaremos especificamente dos 2 tipos mais comuns e utilizados de Replicação: o LRS (Locally Redundant Storage) e o GRS (Geo-Redundant Storage).

Acompanhe abaixo em detalhes o funcionamento de cada tipo em mais um post da Série Mundo Microsoft Azure.

Armazenamento com redundância local

O LRS (Locally Redundant Storage – armazenamento com redundância local) replica os dados três vezes em uma unidade de escala de armazenamento, que é hospedada em um datacenter na região em que você criou a conta de armazenamento. Uma solicitação de gravação retorna com êxito somente depois que tiver sido gravada nas três réplicas. Essas três réplicas residem em domínios de falha e domínios de atualização separados dentro de uma unidade de escala de armazenamento.

Uma unidade de escala de armazenamento é uma coleção de racks de nós de armazenamento. Um domínio de falha (FD) é um grupo de nós que representam uma unidade física de falha e podem ser considerados nós que pertencem ao mesmo rack físico. Um domínio de atualização (UD) é um grupo de nós atualizados em conjunto durante o processo de atualização de um serviço (distribuição). As três réplicas estão difundidas entre UDs e FDs em uma única unidade de escala de armazenamento para garantir que os dados estejam disponíveis, mesmo se a falha de hardware afetar um único rack ou quando os nós forem atualizados durante uma distribuição.

O LRS é a opção de custo mais baixo e oferece durabilidade menor em comparação com outras opções. Em caso de desastre no nível de datacenter (incêndio, inundação etc.), as três réplicas podem ser perdidas ou ficar irrecuperáveis. Para reduzir esse risco, o GRS (armazenamento com redundância geográfica) é a opção recomendada para a maioria dos aplicativos.

O armazenamento com redundância local (LRS) ainda pode ser desejável em deter
minados cenários:

  • Fornece largura de banda máxima das opções de replicação do Armazenamento do Azure.
  • Se seu aplicativo armazenar dados que possam ser facilmente reconstruídos, você pode optar por LRS.
  • Alguns aplicativos são restritos à replicação de dados somente em um país devido a requisitos de governança de dados. Uma região emparelhada pode estar em outro país; confira regiões do Azure para obter informações sobre pares de regiões.

Armazenamento com redundância geográfica

O GRS (Geo-Redundant Storage – armazenamento com redundância geográfica) replica seus dados para uma região secundária a centenas de quilômetros da região primária. Se sua conta de armazenamento tem GRS habilitado, seus dados serão duráveis mesmo no caso de uma interrupção regional completa ou um desastre no qual a região principal não possa ser recuperada.

Para uma conta de armazenamento com GRS habilitado, uma atualização primeiro é confirmada para a região primária, na qual é replicada três vezes. Em seguida, a atualização é replicada de modo assíncrono para a região secundária, onde ela também é replicada três vezes.

Com o GRS, as regiões primária e secundária gerenciam réplicas entre domínios de falha e domínios de atualização separados em uma unidade de escala de armazenamento, conforme descrito com o LRS.

Considerações:

  • Como a replicação assíncrona envolve um atraso, no caso de um desastre regional, é possível que as alterações que ainda não foram replicadas para a região secundária sejam perdidas se os dados não puderem ser recuperados da região primária.
  • A réplica não estará disponível, a menos que a Microsoft inicie o failover para a região secundária.
  • Se um aplicativo quiser ler na região secundária, o usuário deverá habilitar o RA-GRS.

Quando você cria uma conta de armazenamento, pode selecionar somente a região primária para a conta. A região secundária é determinada com base na região primária e não pode ser alterada. A tabela a seguir mostra os emparelhamentos de regiões primárias e secundárias.

Primário

Secundário

Centro-Norte dos EUA

Centro-Sul dos Estados Unidos

Centro-Sul dos Estados Unidos

Centro-Norte dos EUA

Leste dos EUA

Oeste dos EUA

Oeste dos EUA

Leste dos EUA

Leste dos EUA 2

Centro dos EUA

Centro dos EUA

Leste dos EUA 2

Norte da Europa

Europa Ocidental

Europa Ocidental

Norte da Europa

Sudeste da Ásia

Ásia Oriental

Ásia Oriental

Sudeste da Ásia

China Oriental

Norte da China

Norte da China

China Oriental

Leste do Japão

Oeste do Japão

Oeste do Japão

Leste do Japão

Sul do Brasil

Centro-Sul dos Estados Unidos

Leste da Austrália

Sudeste da Austrália

Sudeste da Austrália

Leste da Austrália

Sul da Índia

Centro da Índia

Centro da Índia

Sul da Índia

Gov do Iowa nos EUA

Gov. dos EUA – Virgínia

Gov. dos EUA – Virgínia

Gov. dos EUA – Iowa

Canadá Central

Leste do Canadá

Leste do Canadá

Canadá Central

Oeste do Reino Unido

Sul do Reino Unido

Sul do Reino Unido

Oeste do Reino Unido

Alemanha Central

Nordeste da Alemanha

Nordeste da Alemanha

Alemanha Central

Oeste dos EUA 2

Centro-Oeste dos EUA

Centro-Oeste dos EUA

Oeste dos EUA 2

Gostou deste artigo? Então saiba mais sobre os tipos de serviços de Nuvem, clicando aqui. Acompanhe nosso blog e descubra mais sobre o Microsoft Azure.

Daniel Moraes, graduado em Gestão de Tecnologia da Informação, Analista em Projetos na N1 IT, com especialidade em soluções em Nuvem Microsoft. Atua no mercado de tecnologia há mais de 15 anos, em sua maioria na área de infraestrutura e disponibilidade. Profissional Certificado em Microsoft e Symantec, palestrante de webcasts de Microsoft Azure na N1 IT e grande entusiasta de Cloud Computing e como ela pode garantir a continuidade dos negócios.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a Newsletter
Mantenha-se informado com as principais dicas de tecnologia para a sua empresa.